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  #5021  
Old Posted Oct 15, 2015, 11:51 AM
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Tudo de novo: sem obras neste ano, alagamentos preocupam no DF



Reparos previstos pelo governo devem ser concluídos em um período de dois anos


Em 2014, vários casos de alagamentos, principalmente em áreas comerciais do Distrito Federal, foram registrados. Sem previsão de obras para este ano, a história deve se repetir durante a temporada de chuvas. De acordo com a Novacap (Companhia Urbanizadora do DF) e com a Secretaria de Obras do DF, o processo de licitação para o programa Drenar DF, que fará obras de contenção de águas das chuvas, deve ser aberto neste mês. Ou seja, neste ano as chuvas devem continuar a causar alagamentos. As obras estão previstas para ser realizadas em um prazo de dois anos.

Quem sofreu com um alagamento na temporada de chuvas no ano passado foi o proprietário de uma academia na quadra 311 da Asa Norte, Adriano Teles. No último mês de dezembro, ele teve um prejuízo estimado em R$ 100 mil. Com pouca captação pluvial no local, a água que desceu para o estabelecimento, que fica no subsolo, causou alagamento de 2,5m de altura, segundo o empresário.

— Estávamos esperando a chuva passar, descemos na academia e a água estava contida pela porta de vidro. Em pouco tempo a porta estourou e uma correnteza invadiu o espaço.

Arquivo pessoal



Desesperançosos com a realização de serviços pelo governo e na tentativa de se evitar novos prejuízos, os comerciantes da região fizeram obras por conta própria. Adriano conta que eles pagaram pelo desentupimento de bueiros, trocaram uma bomba que ajuda a puxar água da chuva acumulada e fizeram um corte em uma calçada para desviar parte da enxurrada que vai para os bueiros.


Projeto de R$ 278 milhões

De acordo com a Novacap e a Secretaria de Obras, pelo Drenar DF serão realizadas obras no Plano Piloto e Taguatinga. Em Brasília, o trabalho está previsto para as quadras das faixas de quadra 12/13 Sul, 1/2 Norte e 10/11 Norte. Para Taguatinga, o serviço deve ser feito na região da margem esquerda do córrego Cortado, da altura da Avenida Hélio Prates até a altura da Avenida Elmo Serejo. O custo total estimado é de R$ 278 milhões, segundo a Novacap.

O projeto prevê a construção de galerias subterrâneas, que devem ser feitas por túneis, de modo que influencie o mínimo possível no tráfego. No plano estão também a execução de bacias de detenção, que amortecem o pico da cheia, de modo que a água chegue ao Lago Paranoá com menor impacto. São quatro bacias: uma na 912 Sul (próximo ao Lago Paranoá), uma na altura do Conjunto Nacional e outra próxima ao Iate Clube, no Setor de Clubes Norte. e uma 512 Norte.

Alagamentos, prejuízos e muitos problemas

No ano passado, os problemas causados pelas chuvas no DF tiveram grandes. O R7 DF mostrou que, no dia 16 de novembro, motoristas precisaram descer em empurrar carros que ficaram submersos. Várias tesourinhas ficaram alagadas no Plano Piloto. Outras regiões atingidas por alagamentos na data foram Águas Claras e Vicente Pires.

Outro dia de caos causado pelas chuvas foi em 13 de dezembro. Os estragos causados em três horas de precipitação na Asa Norte e Asa Sul. Ruas ficaram totalmente alagadas e até carros foram engolidos pela água. Na quadra 211, da Asa Norte outro carro ficou mergulhado na água da chuva. Na 201 e 202 Asa Norte, as ruas entre as quadras ficaram tomadas pela água e veículos estacionados ficaram submersos. Na região da Rodoviária do Plano Piloto, o Buraco do Tatu também ficou alagado.







http://noticias.r7.com/distrito-fede...no-df-15102015
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  #5022  
Old Posted Oct 15, 2015, 6:43 PM
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Rede pública do DF tem déficit de 7.911 professores


Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontou que o DF tem um déficit de quase 8 mil professores na rede pública de ensino. Ao todo, 22% do quadro de professores efetivos do DF está em aberto. Se considerados apenas os orientadores educacionais, o déficit chega a 36%.

O relatório foi encaminhado à Secretaria de Educação do DF, que tem até o início de novembro para prestar esclarecimentos referentes à situação apontada. Para a presidente do Sindicado dos Professores do DF, Rosilene Corrêa, o relatório traz à tona a realidade vivida pelos profissionais da área. "A categoria sofre uma política de precarização, em que professores temporários ocupam posições que deveriam ser de professores efetivos. Nesse ano 240 novos professores foram nomeados, em comparação com 800 aposentadorias", afirmou.

Horas perdidas

O déficit de professores levou o Tribunal de Contas a realizar uma amostragem em 42 das 654 escolas da rede pública. Segundo o relatório, cerca de 7 mil horas/aula por semana são perdidas devido a falta de professores.

Apesar da deficiência no quadro de profissionais, apenas 19,51% dos professores possuem 100% da carga horária aproveitada em sala de aula. Com as horas perdida, o prejuízo aos cofres públicos chegou a mais de R$6 milhões, valor desperdiçado somente nas 42 escolas avaliadas na amostragem do tribunal.

A contratação de professores temporários também apresentou uma série de problemas por parte da Secretaria de Educação. Muitos foram contratados sem controle das áreas que mais necessitavam de substituição.

Mesmo havendo uma grande carência de professores, o relatório mostra que a secretaria de Educação tem deslocado alguns profissionais para atividades não pedagógicas. São 662 professores lotados em unidades centrais e intermediárias da pasta, onde eles não exercem atividades de sala de aula.












http://www.destakjornal.com.br/notic...ssores-284959/
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  #5023  
Old Posted Oct 15, 2015, 11:48 PM
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O sistema está em colapso. O número de contratações não está acompanhando o número de aposentadorias. Nem digo o crescimento vegetativo de Brasília, mas o povo já está aposentando em massa e não tem concurso públicos que consiga reduzir a falta de profissionais.
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  #5024  
Old Posted Oct 16, 2015, 10:02 AM
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Empresários da construção civil cobram retomada das obras públicas


Empresários da construção civil do DF alertam que a paralisação das obras públicas no DF está levando o setor a uma situação de caos, com a explosão do desemprego. Os apelos unânimes para que o governo do DF volte a investir no setor foram feitos na comissão geral que a Câmara Legislativa realizou na tarde desta quinta-feira (15), no plenário, por iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT).

Segundo o presidente da Indústria da Construção Civil do DF, Luiz Carlos Botelho, desde janeiro deste ano até agora o Distrito Federal aumentou de 12 para 90 mil o número de desempregados naquele setor. A estimativa dos empresários é de que o índice desemprego já tenha aumentado 450%, com possibilidade de chegar a 900% em fevereiro de 2016, se não houver novos investimentos e retomada de obras paralisadas. “No DF estão sendo demitidos 47 engenheiros por mês, sendo que cada engenheiro a menos representa 150 a 200 operários sem emprego “, advertiu.

Também o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Luiz Afonso Assad, lamentou a situação de crise crescente na construção civil, enfatizando que a situação causa apreensão entre os empresários. Ele pregou a necessidade de o governo resolver as questões legais que impedem a celebração de novos contratos e defendeu que a Terracap possa transferir recursos para a Novacap, no sentido de garantir a execução de projetos que aguardam liberação de recursos.

“Esses dados apresentados pelos representantes da construção civil são estarrecedores”, ressaltou o deputado Chico Vigilante, ao fazer um apelo para que o governo tome medidas urgentes para reverter a paralisação das obras, citando especialmente o caso da construção civil. Ele lembrou que os deputados da oposição estão empenhados em ajudar o governo a retomar o desenvolvimento da cidade.

“Nós vamos parar no caos, se continuar essa situação”, protestou o deputado Wellington Luiz (PMDB), propondo que o governo reinicie as obras mesmo enfrentando as ações impetradas pelo Ministério Público. “Eu sou servidor público e posso falar: nossos empresários já tiveram paciência demais”, comentou.

O distrital Agaciel Maia (PTC), presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), defendeu que o problema do atual governo não é apenas a falta de recursos. “O governador tem que deixar a cadeira no Buriti e sair na Esplanada dos Ministérios em busca de recursos para investimentos, inclusive por meio de financiamentos internacionais”, recomentou.

Otimismo - Em defesa do governo, o presidente da Novacap, Hermes de Paula, afirmou que a situação de crise nos investimentos ocorre em vários outros estados do País, inclusive com situações piores do que a enfrentada no DF. Ele assegurou que, apesar das dificuldades, o governador Rollemberg está “otimista” em superar os problemas e voltar a investir em obras públicas.

O dirigente da Novacap criticou os “entraves burocráticos” que dificultam as licitações de obras e justificou a paralisação da construção do Parque Burle Max, citando que no governo passado houve redirecionamento de recursos para a construção do Estádio Mané Garrincha – o que acabou prejudicando as obras de urbanização no Setor Noroeste. “Por isso ninguém está conseguindo vender os terrenos lá”, reclamou.

O presidente da Federação das Indústrias no DF (Fibra), Jamil Bittar, também demonstrou expectativa positiva em relação à retomada das obras. “Acredito que o governo está sensibilizado no sentido de buscar alternativas para a retomada do crescimento econômico”, disse, com a garantia de que os empresários continuarão cobrando as medidas solicitadas pelo setor.








http://www.estacaodanoticia.com/main...bras-publicas/
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  #5025  
Old Posted Oct 17, 2015, 10:40 AM
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Imagens do Google Earth atualizadas para 31 de Agosto de 2015 quase todo o DF
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  #5026  
Old Posted Oct 17, 2015, 4:40 PM
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Com preços mais caros, restaurantes comunitários estão jogados às moscas

Divulgação



O atendimento nos 13 restaurantes comunitários do Governo do Distrito Federal (GDF) caiu pela metade depois que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) aumentou o preço das refeições. A medida, que passou a valer em 1° de outubro, subiu de R$ 1 para R$ 3 o valor do prato. Desde então, a média de vendas diárias caiu de 29 mil refeições para 14 mil.

Um funcionário do Restaurante Comunitário da Estrutural que pediu para não ser identificado confirma a queda no movimento. “O nosso pico sempre ocorre nas sextas-feiras. Para se ter uma ideia, na última antes do aumento, vendemos quase 3,2 mil refeições. Nessa sexta (16/10), foram apenas 976.”

Pacote

A mudança é parte do pacote de medidas anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg em setembro com o objetivo de tirar o DF da crise financeira. O socialista precisa alcançar novamente o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ultrapassado no segundo quadrimestre de 2015.

A justificativa do Executivo para a mudança é que, além do valor nunca ter sido reajustado, o custo de cada refeição é de R$ 6,75 — o que deixava R$ 5,75 para o GDF subsidiar. Para economizar, a opção foi dividir a conta: R$ 3 vão ser pagos pelos consumidores, e o restante (R$ 3,75), pelo governo.

Na Câmara Legislativa, já tramita um projeto de decreto legislativo, de autoria da deputada Liliane Roriz (PRTB), para barrar o aumento nos restaurantes. “É lamentável que o governo tenha optado por isso. Poderia ter tirado de outras fontes, mas não sobrecarregar a classe mais pobre”, disse a parlamentar.

Histórico

O primeiro restaurante comunitário do DF foi inaugurado em Samambaia, em 2001, no governo de Joaquim Roriz. O objetivo era garantir aos trabalhadores de baixa renda e à população em situação de vulnerabilidade social acesso a alimentação adequada a preço baixo. O valor de R$ 1 foi estipulado naquele ano e nunca havia sido reajustado.











http://www.diariodeceilandia.com.br/...taurantes.html
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  #5027  
Old Posted Oct 18, 2015, 2:07 AM
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E irão continuar jogados as moscas nem com promoção com coca-cola de graça, o povo voltará.
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  #5028  
Old Posted Oct 18, 2015, 1:51 PM
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Samambaia é uma das cidades que mais crescem no Brasil e segunda mais populosa do DF

Em entrevista, o administrador da cidade, Claudecir Miranda, fala dos principais problemas levantados pela população: pouco policiamento e falta de rede de esgoto

TV fato
Video Link


Criada em outubro de 1989, com o projeto urbanístico elaborado 11 anos antes, com o intuito de receber famílias vindas de invasões e de fundos de quintal, Samambaia se tornou a 12ª Região Administrativa do Distrito Federal e passou a ser urbanizada. Os primeiros moradores começaram a viver na cidade em 1985. Três anos depois, foram construídas 3.381 casas destinadas a famílias de baixa renda, mediante financiamento do Banco Nacional e apoio do Shis (Sistema Habitacional de Interesse Social). Daí em diante, Samambaia passou a receber um grande número de famílias, tornando-se hoje uma das cidades que mais cresce no Brasil e a segunda mais populosa do Distrito Federal, ficando atrás apenas de Ceilândia. Com o avanço, vieram os problemas.

Em entrevista ao Brasília de Perto, programa semanal do Portal Fato Online, o administrador da cidade, Claudecir Miranda, ressaltou que a falta de emprego é uma das causas da violência local e que o efetivo policial é o mesmo há cinco anos: 520 policiais para quase 290 mil habitantes. Claudecir fala também dos problemas com a rede de esgoto, que afeta 15 mil pessoas.

Confira a entrevista completa e as matérias do programa, com participações especiais dos moradores de Samambaia, amanhã (17), a partir das 6h. Seja bem informado, seja Fato Online.










http://fatoonline.com.br/conteudo/10...a&p=de&i=2&v=1
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  #5029  
Old Posted Oct 18, 2015, 2:16 PM
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Árvores tombadas compõem a identidade urbana de Brasília



Espécies consideradas Patrimônio Ecológico do DF são nativas do Cerrado e apresentam características como boa qualidade da madeira, frutos comestíveis e funções medicinais

Divulgação AGÊNCIA BRASÍLIA

Ipê-branco (Handroanthus roseo-alba), no início da L4 Sul. É uma das sete variações da espécie que pode ser vista por toda a área urbana da cidade



Com mais de 250 espécies catalogadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Brasília mescla grandes áreas verdes com a arquitetura modernista. As árvores do Cerrado e as exóticas que se adaptaram ao bioma compõem o cenário urbano. Doze delas — todas nativas — são eleitas Patrimônio Ecológico do Distrito Federal.

Em junho de 1993, foi publicado o Decreto nº 14.783 instituindo o tombamento das 12 espécies. Com a medida, elas ficam protegidas da extração e da exploração em área urbana, além da caiação (pintura à base de cal) e da fixação de placas nos troncos. “Na época, técnicos da secretaria do Meio Ambiente entenderam a relevância dessa flora para o Distrito Federal”, explica Paulo César Magalhães Fonseca, coordenador da gerência de Unidades de Conservação de Proteção Integral do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), sobre a escolha.

Algumas ganharam destaque por estar em solo brasiliense desde a construção da cidade, outras são valorizadas pela qualidade da madeira, pela folhagem ou pelos frutos. Fonseca esclarece que o decreto serviu para conscientizar os cidadãos sobre a importância da preservação: “As pessoas cortavam as espécies para construir casas, prédios e até mesmo sem motivo algum”.

O coordenador do Ibram alerta que, apesar do tombamento, o corte e a poda de qualquer árvore em área pública é crime ambiental de acordo com o Código Florestal Brasileiro.

No DF, o Ibram fiscaliza a situação por meio da gerência de Gestão Florestal. No caso de terrenos privados, proprietários ou empresas que decidirem cortar algum exemplar entre as tombadas devem replantar 30 árvores e fazer a manutenção das mudas por dois anos — o mesmo ocorre com outras espécies em área pública. “A compensação florestal deve ser feita em todos os casos”, orienta.

Mesmo com a possibilidade do replantio, o Ibram atua junto a arquitetos e proprietários para evitar o corte e a poda. “As plantas do Cerrado demoram a crescer. Explicamos a importância dessa vegetação, e muitos preferem mudar projetos para mantê-las vivas”, conta Fonseca.

Produção de mudas
O engenheiro agrônomo da Novacap Saulo Ulhoa informa que, desde 2003, a empresa — responsável pelo plantio e pela manutenção das plantas em áreas urbanas do DF — dá preferência a árvores nativas. “Conhecemos a fundo pelo menos 90 espécies do tipo. A ideia é cultivá-las e disseminá-las.”

Ulhoa chefia os cerca de 20 funcionários que trabalham no Viveiro II da Novacap, ao lado do Parque Nacional de Brasília. Em uma área de 78 hectares, a companhia cultiva árvores e sementes, além de produzir 250 mil mudas anualmente. A capacidade máxima é de 650 mil.

A companhia é a única responsável pelo corte e pela poda das espécies tombadas. Mesmo assim, a erradicação desses tipos só pode ser feita se houver algum tipo de comprometimento da própria planta, ameaça de queda, risco à integridade de edificações públicas e interferência nas redes aéreas e subterrâneas de serviços públicos.

Veja no mapa alguns pontos em que as espécies podem ser encontradas:


Bosque nativo

A variação de jacarandá (Dalbergia spp.) mais vista no Plano Piloto é a caviúna-do-cerrado (Dalbergia miscolobium), de troncos tortuosos e pequenas folhas redondas, característica do bioma. Outro tipo é o jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra), de tronco mais escuro, usada em paisagismo.

Há dois tipos tombados de peroba (Aspidosperma spp.): a rosa (Aspidosperma cylindrocarpon) e a branca (Aspidosperma subincanum). Com a copa tomada por flores claras de setembro a novembro, as duas espécies são semelhantes visualmente, têm madeira de boa qualidade e diferem-se pelo tom do caule: na variação rosa, ele é avermelhado.

O pequizeiro (Caryocar brasiliense), conhecido pelos frutos usados nas gastronomias goiana e mineira, apresenta caule sinuoso e firme, típico do bioma. Como as mudas são frágeis, funcionários do Viveiro II da Novacap desenvolvem um trabalho de multiplicação das sementes. “Criamos uma técnica para transplantar as mudas e germiná-las na cidade”, informa Ulhoa.

A cagaiteira (Eugenia dysenterica), também popular pelo fruto — a cagaita —, usado em preparações regionais, como sucos, doces e sobremesas, desenvolve-se bem no solo brasiliense. “Levamos a muda pequena direto para a terra, onde ela cresce melhor do que no viveiro”, compara o engenheiro agrônomo da empresa pública.

Utilizada na confecção de móveis, a aroeira (Astronium urundeuva) da área urbana é protegida para evitar a exploração da madeira. As pequenas folhas da árvore — que chega a 14 metros de altura, com troncos de 80 centímetros de diâmetro — exalam aroma característico, que lembra o cheiro de manga-rosa madura.

Símbolo oficial do DF

Da família de palmeiras e coqueiros, o buriti (Mauritia flexuosa) cresce perto da água. Em dezembro de 1996, três anos após o decreto de tombamento, o vegetal foi declarado símbolo oficial do DF por meio da Lei nº 1.282. A espécie dá nome à praça e ao palácio que são cenários das atividades diárias do Executivo local. Os frutos, ricos em vitaminas e antioxidantes, ficam maduros entre dezembro e junho. A polpa pode ser consumida em sucos, sobremesas e preparações salgadas, como queijos vegetais.

Chamariz para periquitos, o embiruçu (Pseudobombax longiflorum) pode ser encontrado próximo a rios e lagos. O caule verde demora a crescer e chega a atingir 15 metros de altura.

A gomeira (Vochysia thyrsoidea) é usada na medicina popular como expectorante, por meio do chá feito com as cascas do caule. Com altura de até 12 metros e tronco de 40 centímetros de diâmetro, é recorrente no Centro-Oeste e no Sudeste do País.

Da mesma família da gomeira, a pau-doce (Vochysia tucanorum) é muito rara em áreas urbanas. De acordo com a Novacap, os exemplares que ainda existem são remanescentes da época da construção da cidade, mas é difícil localizá-los porque se assemelham muito a outras espécies do gênero Vochysia.

Óleo aromático

Grande e pomposa, a sucupira-branca (Pterodon pubescens) contém um óleo aromático, que, quando extraído do caule, é usado na medicina popular como anti-inflamatório no tratamento de doenças como reumatismo. Em setembro e em outubro, é possível ver flores rosadas nos galhos da copa.

Outra entre as plantas tombadas com características medicinais é a copaíba (Copaifera langsdorffii), com propriedades anti-inflamatórias. Produtos derivados de exemplares são encontrados em farmácias. “Não há nada melhor para doenças na garganta”, garante Ulhoa. Ele explica ainda que a madeira é muito valiosa, o que justifica a necessidade da proteção por tombamento.

Coletivo de ipês

Desde 2003, a Novacap trabalha com o plantio sucessivo de ipês (Handroanthus spp.), espécie de fácil reprodução e beleza ornamental, que tornou-se característica de Brasília devido à variedade de tons na época da seca. “Desenvolvemos uma técnica de guardar sementes que permitiu que a germinação ocorresse de forma rápida e eficaz”, esclarece o agrônomo.

A árvore apresenta sete variações: ipê-amarelo (Handroanthus serratifolia), ipê-amarelo-do-cerrado (Handroanthus aurea), ipê-amarelo-peludo (Handroanthus chrysotricha), ipê-branco (Handroanthus roseo-alba), ipê-caraíba (Handroanthus caraíba), ipê-rosa (Handroanthus ipe) e ipê-roxo (Handroanthus impetiginosa).

Neste ano, a empresa passou a produzir uma variação do ipê-roxo: o ipê-preto (Handroanthus impetiginosa), dotado de flores roxas e caule escuro. “Fomos no meio do Cerrado, em Goiás, buscar essas sementes”, afirma Ulhoa. “É uma árvore linda.”

Acesse a íntegra do Decreto nº 14.783.








http://www.alo.com.br/noticias/ultim...Noticia=338063
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Com 36,4 ºC, DF volta a bater recorde de temperatura; umidade chega a 11%



Antigo recorde, de 35,8 ºC, foi em 2008 e havia sido superado neste sábado Capital voltou a registrar menor umidade relativa do ar deste ano.

Foto: Vianey Bentes/TV Globo

Sol forte sobre o Distrito Federal


O Distrito Federal voltou a bater recorde ao atingir temperatura de 36,4 ºC neste domingo (18), a maior desde o início das medições, em 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A sensação térmica chegou a 38 ºC. O antigo recorde, de 2008, já havia sido igualado em setembro e superado neste sábado, quando a temperatura na capital atingiu 35,9 ºC.

De acordo com o Inmet, a umidade relativa do ar neste domingo chegou a 11%. Embora a marca já tenha sido registrada este ano, é a menor desde janeiro. A menor umidade atingida no DF foi 10%, em agosto de 2011. O instituto informou que não há previsão de chuva no DF para os próximos dias.

Fogo no DF

A combinação entre temperaturas altas e baixa umidade favorece a ocorrência de incêndios. Nesta manhã, os bombeiros trabalharam para controlar o fogo em uma área verde perto da Ponte JK e em um prédio abandonado em Águas Claras, que foi atingido pelas chamas de um incêndio florestal nas imediações.

Umidade do ar abaixo de 30% é considerada preocupante pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O tempo seco provoca desidratação, mal-estar, dificuldade de respiração, secamento de mucosas no organismo. Segundo o órgão, a umidade ideal é de 60%.

De acordo com o Inmet, a baixa umidade do ar acontece por conta de uma massa de ar seco no Centro-Oeste, que não permite que uma frente fria vindo do litoral chegue à região central do país.

Confira algumas medidas recomendadas pelo GDF durante a seca:

- Aumentar a ingestão diária de líquidos (água, água de coco) independente de apresentar sede ou não (beber pelo menos 06 copos de água de tamanho médio);

- Evitar os banhos prolongados com água quente e o uso excessivo de sabonete, para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele;

- Pingar duas gotas de soro fisiológico em cada narina, pelo menos 6 vezes ao dia. Este procedimento evita o ressecamento nasal, diminuindo a ocorrência de sangramento;

- Evitar o uso de aparelhos de ar-condicionado, pois eles retiram ainda mais a umidade do ambiente;

- Trajar roupas adequadas às condições do tempo. Usar roupas leves e claras, e se possível de algodão;

- Fazer refeições leves, incluindo frutas e verduras sempre que possível;
- Evitar exercícios físicos e atividades que atinjam grande esforço no período das 10h às 16h, ao ar livre. Neste período, a insolação e evaporação atingem seus índices máximos;

- Usar protetor solar, creme hidratante ou óleo vegetal em abundância para evitar o ressecamento da pele;

- Optar pelo uso de sombrinha ou guarda-chuva no período mais quente;
- Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol em áreas com vegetação;

- Recomendar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em ambientes fechados, entre 10 e 16 horas;

- Usar umidificador, ou colocar toalhas molhadas e bacias com água nos quartos durante todo o dia. Isso ajuda a manter o ambiente úmido;

- As crianças e os idosos são os que mais sofrem com a baixa umidade, pois as crianças estão com o organismo em formação, enquanto que os idosos são mais sensíveis a mudanças bruscas de ambiente. No entanto, o mal-estar causado pela baixa umidade pode ocorrer com pessoas de qualquer faixa etária.









http://g1.globo.com/distrito-federal...-chega-11.html
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Old Posted Oct 19, 2015, 1:45 AM
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Professores do Entorno terão de apresentar bilhetes de passagens para receber auxílio-transporte

Pente-fino da Secretaria de Educação acirrou ainda mais os ânimos entre docentes e GDF. Sindicato promete entrar na Justiça contra medida


Foto: ARY FILGUEIRA



Mais uma batalha na guerra de servidores versus Governo do Distrito Federal (GDF). A Secretaria de Educação vai cobrar o comprovante do pagamento de passagens dos professores que moram no Entorno. Quem não entregar os bilhetes corre o risco de ter o benefício cancelado. O sindicato da categoria promete entrar na Justiça contra a decisão.

A má notícia chegou à moda antiga para os docentes que utilizam o benefício. Eles receberam uma carta pelos Correios. No texto, o GDF argumenta que passará a aplicar uma cobrança que já deveria ser feita. Cita a Lei Complementar 840 de 23 de dezembro de 2011, que em seu artigo 110 diz “a concessão do auxílio-transporte fica condicionada à apresentação de declaração, firmada pelo próprio servidor, de que realiza despesas com transporte coletivo”.
O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) fará um levantamento de quantos servidores terão de se submeter ao pente-fino da secretaria. De acordo com o diretor Jairo Mendonça, a quantidade de professores residentes na chamada Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride) é grande. “Só em Formosa, temos aproximadamente 2 mil (docentes)”, afirma.

Jaime afirma que o Sinpro já prepara uma ação contra a medida e eventuais cortes do auxílio-transporte no contracheque. O valor é significativo para muitos. Há servidores que moram fora do DF e recebem R$ 1,2 mil só para custear o transporte entre as escolas e suas residências.

Indignação

A direção do Sinpro já demonstrou sua insatisfação com a mudança nas regras. Publicou uma nota indignada na página da entidade na internet. “A categoria está sendo mais uma vez agredida pelo governo Rollemberg. No entendimento da diretoria colegiada do Sinpro-DF, essa suspensão é mais uma retaliação, redução de salário e retirada de direitos conquistados”, afirma o texto.

A nota ainda acusa o governador Rodrigo Rollemberg de atuar “para macular a moral dos (as) professores (as) e demais servidores (as) públicos (as), propagandeando pela mídia que seus salários são elevados e, com isso, descumprir leis distritais e planos de carreira, subtraindo todas as garantias de trabalho e de um serviço público de qualidade”.










http://www.metropoles.com/distrito-f...lio-transporte
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  #5032  
Old Posted Oct 19, 2015, 9:30 AM
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GDF executou menos de 13% do previsto para melhorias em várias áreas


De janeiro até este mês, governo empenhou apenas R$ 688,7 milhões dos R$ 5,3 bilhões reservados para execução em infraestrutura de áreas como saúde, educação e transporte

Foto: MARY LEAL/ AGÊNCIA BRASÍLIA



Com previsão orçamentária de R$ 5.381.053.725,62 para fazer melhorias no DF até o fim do ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) gastou, até agora, apenas 13% do que estava programado. De janeiro até meados de outubro, o Poder Executivo empenhou R$ 688.791.105,47 para construir ou reformar equipamentos públicos de áreas como transporte, saúde, educação, segurança.

O empenho é um documento que registra o compromisso do governo em reservar dinheiro público para determinada finalidade. Ou seja, embora o orçamento de 2015 tenha destinado mais de R$ 5,3 bilhões de investimentos em benfeitorias para a cidade, o valor empenhado até agora para esse fim é sete vezes menor que o volume previsto inicialmente.

Representantes da construção civil reclamam que o ritmo lento do GDF para investir paralisa as obras, o que acaba refletindo em aumento do desemprego. Lidando com uma crise sem precedentes, o governo diz que a previsão de investimento para este ano foi muito além da capacidade de empenho do GDF. Sem conseguir firmar convênios e financiamentos, o Executivo alega que tem sido ainda mais difícil cumprir a meta orçamentária traçada em 2014.

Pelo pouco que o governo tem executado, deve terminar o ano com a porcentagem menor do que a de 2014, quando o GDF investiu 33% do valor previsto — gastando R$ 1.642.940.866,65 quando a previsão era de R$ 4.871.181.090,41. Em 2013, de R$ 4.357.043.971,90, foram empenhados R$ 2.180.610.380,13, o que representa 50% da previsão.

Este ano, na segurança pública, o GDF estimava investir R$ 233.267.143, mas até agora só conseguiu executar R$ 40.067.127,87. No caso da Educação, dos R$ 289.995.839 planejados no orçamento, foram empenhados apenas R$ 42.824.278,35. A situação da saúde é ainda pior. As melhorias correspondem a apenas R$ 29.874.112 (veja gráfico).

Parte dos recursos destinados aos investimentos são conquistados a partir de convênios, entre eles, com o governo federal, além dos financiamentos bancários. Com o país atolado em uma crise econômica, as parcerias rarearam.












http://www.metropoles.com/distrito-f...m-varias-areas
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  #5033  
Old Posted Oct 19, 2015, 9:41 AM
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Terceirização da saúde: Transferência da pediatria do Hospital de Base para Hospital da Criança gera debate



O Conselho é contra a entrega do controle de qualquer atividade de saúde para terceiros

FOTO: RODRIGO VILELA/R7

Pediatria do Hospital de Base deve ser transferida em janeiro de 2016 para o Hospital da Criança.



O anúncio da transferência do departamento de pediatria do Hospital de Base, o maior hospital público do DF, para as dependências do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, administrado pelo Instituto do Câncer e Pediatria Especializada (Icipe) gerou intenso debate e a desconfiança de que a saúde na capital possa ter outras terceirizações.

Entidades de servidores da saúde do DF alegam que a mudança na gestão pode não aliviar os gastos do governo e ainda prejudicar o atendimento, como aconteceu em casos semelhantes de terceirização da gestão da saúde para organizações sociais (que é o caso do Icipe). Já o Governo do Distrito Federal nega que essa transferência de gestão seja uma terceirização ou parte de um projeto de terceirização da saúde da capital e alega que a transferência é necessária para cortar gastos e melhorar o atendimento.

O anúncio da mudança de gestão da pediatria do Hospital de Base foi feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no fim de setembro. A terceirização está prevista para começar em janeiro de 2016 e segue até 2019.

A transferência da gestão para a organização social deveria acontecer em outubro de 2016, mas foi antecipada pelo GDF. Com a nova data, o contrato receberá um termo aditivo com um novo plano de metas e novos valores. Atualmente, o Governo do Distrito Federal paga ao instituto cerca de R$ 7 milhões por mês.

Os atendimentos que hoje são realizados no prédio da pediatria do Hospital de Base serão transferidos para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar. A mudança depende da conclusão do bloco II. Com a expansão, o hospital contará com 202 leitos, sendo 164 para internação e 38 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e cuidados intermediários. Atualmente, toda a rede hospitalar conta com 64 vagas, sendo 9 leitos de UTI no pediátrica e 3 neonatal no Hospital de Base.

A medida foi duramente criticada pela diretora do núcleo jurídico do Sindate-DF (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal), Elza Aparecida, que chegou a dizer que “a terceirização é o caminho mais curto para a corrupção”. A sindicalista, que trabalha há 25 anos no Hospital de Base, diz que os servidores não foram ouvidos sobre a mudança.

— Isso (a terceirização) veio de cima. Quem toma a decisão é a Secretaria de Saúde. Deveriam ouvir outras propostas dos servidores. Quando o GDF não repassar a verba para a OS, eles vão suspender o atendimento. Quem tem compromisso com o atendimento da população somos nós servidores.

Elza conta que os funcionários suspeitam que a hematologia e a oncologia do Hospital de Base, além dos postos de saúde da Ceilândia, também estejam na lista de terceirização do GDF.

— É o comentário que circula entre os servidores. Nós não sabemos em quem acreditar. O governo não se posiciona. Do jeito que foi feito com a pediatria, que ninguém falou nada com a gente, fica todo mundo trabalhando sem saber o que vai acontecer.

A servidora não acredita que repassar a administração para as organizações sociais vá resolver os problemas.

— Se OS fosse a solução do problema, nós não teríamos pacientes do [Estado de] Goiás aqui. Lá, boa parte dos hospitais tem esse modelo de gestão e, no entanto, os pacientes são encaminhados para cá.

O presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Helvécio Ferreira da Silva, diz que não há debate no conselho sobre proposta de entregar a gestão de qualquer hospital público para uma organização social. Na avaliação de Helvécio, a medida deve ser reprovada entre os membros do CSDF. O Conselho é vinculado à Secretaria de Saúde do GDF, mas composto por membros da sociedade civil.

— O Conselho é contra a entrega do controle de qualquer atividade de saúde para terceiros.

Helvécio diz ainda que o conselho, que é responsável por aprovar e acompanhar a execução orçamentária da saúde do Distrito Federal, não vê problemas quando uma organização social constrói a estrutura e o SUS (Sistema Único de Saúde) entra com equipamentos ou mão de obra (que é o caso da transferência da Pediatria do Hospital de Base), mas refuta a terceirização da saúde.

Profissionais da saúde e o próprio CSDF citam os casos do Instituto Candango de Solidariedade e da Real Sociedade Espanhola como exemplos de que a parceria com OS não é a solução para o problema da saúde pública do DF. Os contratos com as duas organizações, que administraram o Saúde da Família e o Hospital de Santa Maria, respectivamente, acabaram em escândalos de irregularidades e desvios de recursos públicos.

O empresário Edson Soares Bonfim, acompanha há 1 ano e 4 meses o tratamento da filha Maria Clara, de 1 ano e meio, que sofre de problema renal. Edson também acompanha a filha em um tratamento que faz no Hospital da Criança e defende a transferência da pediatria.

— O atendimento no Hospital da Criança é belíssimo. Às vezes tem problema na hora de marcar o atendimento, mas é pelo grande número de gente que procura o hospital. A experiência que tenho lá é até melhor do que a que tenho aqui. Os únicos problemas que vejo lá são os preços da lanchonete e a localização.

As reclamações de Edson são as mesmas que a de Queila Cardozo Moraes, de 25 anos, que levou o pequeno Paulo, 7 anos, pela primeira vez ao Hospital da Criança. Desempregada, ela conta que gasta até R$ 28 por dia que vai ao centro hospitalar e que tem que levar marmita para o filho.

— Hoje eu levei mais de 3 horas para chegar aqui. Foi um ônibus de Ceilândia até a rodoviária e outro da rodoviária para cá. É ruim porque é longe, tenho que trazer marmita. Adulto consegue segurar a fome, mas a criança não.

Apesar da administração do setor ser repassada para uma organização social, o governo nega que haja terceirização no caso da pediatria do Hospital de Base. Alega que o que existe entre a Secretaria de Saúde e o Hospital da Criança é um contrato de gerenciamento, assinado em 2011, com o Icipe. O instituto ficará responsável por toda a gestão e atendimento da pediatria do Hospital de Base, exceto a emergência. A pasta destaca que não há projeto de parceria semelhante para outra unidade de saúde do Distrito Federal.

A Secretaria de Saúde diz ainda que os servidores da pediatria do Hospital de Base poderão optar por trabalhar no Hospital da Criança. Aqueles que não aceitarem, poderão escolher outra unidade da rede de saúde pública do DF para atuar na pediatria. Caso seja necessário complementar o atendimento do hospital, o GDF autorizou a contratação de médicos celetistas.

O GDF garante que há fiscalização e controle no serviço prestado. Foi criada uma comissão de acompanhamento e avaliação. O grupo é formado por membros das subsecretarias de Atenção à Saúde; de Gestão da Educação e Saúde; de Programação e Regulação, Avaliação e Controle; e de Administração Geral, e acompanha mensalmente o contrato.

Por se tratar de uma organização social, portanto sem fins lucrativos, o dinheiro repassado pelo governo e que não for utilizado pelo Icipe será devolvido.

Colapso

No começo do ano, poucos dias após assumir o Executivo, o governador Rodrigo Rollemberg decretou situação de emergência na saúde pública do Distrito Federal. Fornecedores de medicamentos estavam sem receber pelos produtos comprados pelo GDF. Diversos leitos em UTI foram fechados e alguns serviços, como o de radioterapia, foram suspensos. O então ministro da Saúde, Arthur Chioro, chegou a declarar que o DF “vive um colapso na saúde pública”.

Em setembro, Rollemberg conseguiu fechar um acordo com os deputados distritais e sancionou uma lei que destina 80% das emendas parlamentares para a saúde. Com o acordo, o orçamento da pasta recebeu um reforço de R$ 350 milhões. De acordo com o governador, o recurso extra praticamente garante o custeio da saúde até o fim do ano.








http://www.edsonsombra.com.br/post/t...debate20151019
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  #5034  
Old Posted Oct 19, 2015, 9:43 AM
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Já que se gastam milhões com a Saúde publica, ao menos coloquem a gestão na mão de quem sabe fazer direito ou melhor que a incompetência do GDF
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  #5035  
Old Posted Oct 19, 2015, 6:50 PM
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Governo do DF anuncia regras para o Plano de Demissão Voluntária


As companhias devem anunciar regulamento do programa até 11 de dezembro de 2015. O tempo de adesão ao programa vai de 1º de fevereiro a 31 de março de 2016. Os desligamentos serão feitos entre maio e dezembro do próximo ano


Com o intuito de diminuir os gastos com pessoal e tirar funcionários mais antigos e caros dos quadros das empresas públicas, o GDF anunciou as diretrizes para o Plano de Demissão Voluntária (PDV) em algumas empresas públicas do Distrito Federal. Os servidores que aderirem vão receber até 60% do salário bruto mensal por cada ano de trabalho.

O número de pessoas que podem ir embora depende da empresa. são Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Metrô e Novacap podem se desfazer de um quarto dos funcionários, enquanto Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Sociedade de Abastecimento de Brasília (SAB) e Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) estão autorizadas a deixar mais servidores saírem.

De acordo com o GDF, o objetivo do plano é equilibrar as contas públicas, aproveitar melhor os recursos humanos, mordernizar a administração pública e otimizar a prestação dos serviços públicos. As companhias devem anunciar regulamento do programa até 11 de dezembro de 2015. O tempo de adesão ao programa vai de 1º de fevereiro a 31 de março de 2016. Os desligamentos serão feitos entre maio e dezembro do próximo ano.

Confira os percentuais, por faixa de salários, ao qual cada servidor que aderir ao programa terá direito:
- 60% da remuneração mensal bruta, para os empregados que recebam até R$ 8.000;
- 55% da remuneração mensal bruta, para os empregados que recebam acima de R$ 8.000 e até R$ 16.000;
- 50% da remuneração mensal bruta, para os empregados que recebam acima de R$ 16.000 e até R$ 24.000;
- 45% da remuneração mensal bruta, para os empregados que recebam acima de R$ 24.000.








http://www.correiobraziliense.com.br...luntaria.shtml
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Old Posted Oct 19, 2015, 9:11 PM
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Depois de demitir, meses depois terá de readmitir, pois com o impeachment em vista, vai ter uma enxurrada de anistias.
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  #5037  
Old Posted Oct 20, 2015, 9:41 AM
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Aumentou o calor no DF? A poluição, também


Concentração atípica de ozônio na atmosfera pode provocar graves doenças cardiorrespiratórias, alertam especialistas


As Altas temperaturas registradas no Distrito Federal nos últimos dias — que quebraram dois recordes consecutivos, no sábado (17/10) e no domingo (18) — combinadas com o aumento da poluição do ar acenderam um sinal de alerta na Secretaria de Saúde. Nos últimos 15 dias, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) verificou uma maior concentração de ozônio na região. O gás é formado pela reação de poluentes emitidos por veículos automotores e pela indústria com raios solares. Quando acumulado, pode provocar graves doenças cardiorrespiratórias.

Segundo a bióloga Camila Rodrigues, do Núcleo de Vigilância da Qualidade do Ar (Vigiar), ainda não é possível explicar a causa dessa mudança. No entanto, um dos possíveis motivos apontado por ela é o maior uso do ar-condicionado pela frota de mais de 1,5 milhão de veículos no DF. “Quando um carro liga o ar, ele aumenta o consumo de combustível e, por consequência, os níveis de poluição”, afirmou a servidora da Secretaria de Saúde.

Os dados sobre gases poluentes e a qualidade do ar são acompanhados a cada duas semanas e servem para traçar políticas públicas. “A gente está em reunião com a equipe do Instituto Brasília Ambiental [Ibram] para pensar estratégias de combate à poluição”, disse Camila. Uma das medidas tomadas pela pasta foi emitir alertas internos para redobrar os cuidados em atendimentos cardiorrespiratórios.

“A situação é atípica”, confirma o engenheiro Weeberb Réquia, especialista em geociência pela Universidade de Brasília (UnB) e pela universidade norte-americana de Harvard. Segundo o cientista, as partículas liberadas por focos de incêndio também têm impacto na formação do ozônio, piorando ainda mais o quadro do DF.

Queimadas

Criado pela Secretaria de Saúde, o núcleo do Vigiar também monitora outros pontos, como o avanço de queimadas, e acompanha mudanças da radiação solar na região. Só nos últimos 15 dias, foram identificados pelo menos 154 focos de incêndio no Distrito Federal.








http://www.metropoles.com/distrito-f...oluicao-tambem
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  #5038  
Old Posted Oct 20, 2015, 12:39 PM
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Tudo balela... Primeiro aqui sempre foi quente... aqui antes da ocupação do homem branco sempre houve queimadas... Agora falar que a ilha de calor aumentou, isso concordo.

Falácia... Plantaremos árvores para "amenizar" o calor... O mesmo, iremos criar um lago para umidificar TODO DISTRITO FEDERAL.... Se fosse criado o lago de SÃO BARTOLOMEU que seria do tamanho da Baía da Guanabara nem seria suficiente para amenizar a secura do ar.

Last edited by pesquisadorbrazil; Oct 20, 2015 at 1:35 PM.
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  #5039  
Old Posted Oct 21, 2015, 7:49 PM
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Gasto do GDF com pessoal cresce 103,7% em sete anos


Custo passou de R$ 5,4 bilhões para R$ 9,6 bilhões desde 2008, diz governo Números impedem investimento e pagamento de despesas, afirma secretário.


Dados do Sistema de Contabilidade do governo do Distrito Federal mostram que os gastos do GDF com pessoal aumentou 103,7% nos últimos sete anos. A folha de pagamento passou de R$ 5,4 bilhões, em 2008, para R$ 9,6 bilhões, em 2015.

De acordo com o economista Raul Veloso, o valor é mais do que a inflação no período, que foi de 48,51%.

“A consequência é que o estado vai ter muita dificuldade de administrar suas contas, e o pior, vai ter que cortar o que ele não deveria cortar, que é o investimento”, diz Veloso.

O chefe da Casa Civil, secretário Sérgio Sampaio, disse que os números paralisam o governo porque impedem os investimentos e o pagamento de despesas básicas.

“A folha, ela aumenta, sim. Tem seu aumento vegetativo, que é natural, que é o anuênio do servidor, e as outras questões pessoais de cada servidor, a progressão funcional, mas ela se deu muito mais por conta da renovação do quadro”, afirma o presidente do Sindireta, um dos maiores sindicatos de servidores no DF, Ibrahim Youssef.

Segundo ele, não há um levantamento exato de quantos servidores se aposentaram e quantos foram contratados nos últimos sete anos. “O governo tem que volta e meia renovar o quadro. Ingressaram muitas pessoas novas no servico público. Só para você ter uma ideia, na saúde pública foram nomeadas 35 mil servidores a mais.”

Em setembro, o GDF divulgou ultrapassou o limite máximo de comprometimento das verbas públicas com o pagamento de salários no segundo quadrimestre do ano, de maio a agosto. O gasto com a folha deve atingir 51% da receita corrente líquida, segundo o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio. O limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é 49%.

No mesmo mês, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou o cancelamento da parcela de reajuste, concedida de forma escalonada a partir de 2013. O chefe do Executivo informou que o DF tinha 213.210 mil servidores públicos (131 mil ativos) na época, com folha de pagamento em R$ 2 bilhões (dados de agosto). Com a suspensão, o GDF estimava deixar de gastar R$ 400 milhões até o final do ano.

Governo anterior

No fim da gestão de Agnelo Queiroz, o G1 fez um levantamento que apontou que o volume de recursos destinados ao pagamento de servidores públicos no DF havia quase que dobrado em quatro anos. Segundo a Secretaria de Planejamento, os salários pagos em 2014 somavam R$ 10,61 bilhões, número 85% maior que toda a folha de pagamento de 2010, fechada em R$ 5,7 bilhões. O número de 2014 não inclui os pagamentos relativos ao mês de dezembro.

O montante pago também é superior aos R$ 10,08 bilhões que estavam previstos no Orçamento de 2014 para todo o ano de 2014. Na época, a secretaria de Administração Pública afirmou que os números eram resultado de "uma política de valorização do servidor público que motiva o funcionário a permanecer nos quadros".

Segundo a pasta, parte dos reajustes já estava prevista em uma lei aprovada em 2010, no governo interino de Wilson Ferreira Lima. O reajuste "herdado" da gestão anterior teria impactado as contas de 2011 em R$ 1 bilhão.









http://g1.globo.com/distrito-federal...sete-anos.html
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  #5040  
Old Posted Oct 21, 2015, 11:18 PM
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Uai claro, gastos de funcionários....

Esqueceram que tem muitos se aposentando ou até morrendo.. Então não vai substituição? Igual no caso dos vigilantes e merendeiros da Sec. de Educação.. Grande parte de aposentou... Digo os concursados, mas não houve novas contratações para esses cargos.
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